segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Conhecendo a Sra Maratona.

Oláaaaa 

Falei que continuaria, e cá estou eu, pra não ficar um post gigante.

Como falei no post anterior, pela primeira vez iria participar de uma prova de extrema importância e não estava pilhada, muito menos com medo da prova, o que eu estava, era com medo de não estar com medo, haha.

Separado o look, as bananinhas, pança cheia, bora descansar né, acordar as 4:00 pra tomar um baita café, e não perder o ônibus, pois é, estávamos hospedados no Flamengo, (local de chegada da prova) e o meu local de largada era do Recreio dos Bandeirantes.



Um pouco mais de uma hora de ônibus, e enfim chegamos, o meu namorado fez a meia maratona, que começa na metade desse percurso, e preparou uma marmita super caprichada de purê de batata doce. 

Foi dada a largada, planejei a estratégia de manter um pace de 6:00 a 6:20 pra ficar confortável, até onde eu não sei, rs, e depois diminuir conforme fosse sentindo que daria, que emoção, quanta gente, ohhhhh myyyyy Goooodddd, que lindo, correr beirando a praia, estava correndo com o gps apenas controlando o pace, sem ligar pra tempo, e eis que por volta do Km 11, um fio de cabelo começa a incomodar nas minhas costas, e ao tentar tirar, tcharammm desligo o gps, (isso me irrita profundamente em treinos, quem dirá em prova?). Pois bem não me estressei apenas coloquei pra pegar sinal de novo, e enquanto isso liguei o app do celular (o que aconteceu comigo? fui abduzida, só pode!), estava acompanhando uma amiga, quando por volta do km 15 a perdi. 

Continuei a correr, continuei a correr... 

km 21, mandei mensagem pro namorado que estava na metade, um pouco pra frente no túnel do Joá, que lindo, que emoção, tentei filmar mas não rolou

km 30 chegando no Leblon, o tão falado, temido... lembro que quando estava chegando, falei alto, dizem que é a partir de agora que a maratona começa, não é?! Então bora começar essa Sra. e uma moça que estava ao meu lado, disse pra eu apenas começar a sentir o clima, pessoas dando força, vibrando, que lindo, que emoção, comecei a chorar, mas ai eu pensei, Raquel ou você chora ou você corre, dexa pra chorar depois, engole esse choro e vai, e fui... com vontade, mas segurando, e apenas curtindo cada passada, cada apoio, o visual, muita gente na rua, que demais, só imaginando como seria a minha chegada.

Continuei da mesma forma, sorria, pensava em tudo, em tudo mesmo. Me hidratei bem em todos os postos de água e de isotônico dava uma passada, só não peguei gel (não sou fã) e nem comi o biscoito, mas de resto aproveitei todo o percurso, e todo o suporte da corrida, até o final, quando estavam dando skol ultra =).

Um pouco antes de cruzar a linha de chegada, tirei um gás de onde não tinha e aumentei o ritmo, encontrei meu namorado, e corremos juntos por alguns metros. Ao cruzar o pórtico foi ainda um misto de sensação, mas se chorei, é claro que chorei, sabe o que tinha guardado no km30? Então, foi liberado aqui, vale até abraçar desconhecido e chorar junto. 



 
Em algum km dos 42 por ai...

Sabe o final? Então chegando.

O post no blog saiu exatos três meses após a maratona do Rio 2016.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Fênix

Olá pessoal, tudo bem?

Sumi né, eu sei.

Mas cá estou eu, tipo  a fênix.

Bom, tentarei fazer um resumão desse tempo, e principalmente do que havia prometido escrever sobre os treinos para a maratona e falhei na missão.

Bom teve treino, 25k, 30k, e na semana que eu iria fazer os 36k eu fiquei gripada e nem corri, e além disso a minha filha mais velha de quatro patas sumiu (ainda não encontrei), fiquei muito mal, deu uma quebrada no psicológico, treinos e principalmente na alimentação, pois não estava comendo o que deveria e como deveria, apenas o que dava e na hora que dava, só andando atras dela, cuidando da Bacon (minha mais nova) que ficou sem comer e bem triste, então estava mais preocupada com ela do que comigo. Meu namorado sugeriu para que eu abortasse a missão, mas me dediquei tanto a isso,  até estava com medo das pessoas me acharem egoísta de não desistir disso, mas nesse momentos só eu sabia o que havia passado pra chegar até ali, e como estava a cabeça, então não desisti. Depois que a Bacon melhorou e minha cabeça deu uma estabilizada, comecei a usar os treinos para colar cartaz e tentar achar a Rochelle, corria em qualquer horário que fosse chamando por ela (sei que ela pode estar tanto perto quanto longe), a cabeça ficou muito bagunçada, só pensava e ainda penso em encontrá-la, ela faz uma falta enorme na minha vida.

Durante o treino, participei de prova, ganhei troféu, melhorei o tempo nos 10k (depois da maratona ainda tem melhor tempo).

Aproveitamos o feriado, e fomos para o  Rio na quinta, e a ultima rodagem super leve de 6k na  lagoa Rodrigo de Freitas pra dar uma soltada.

Pela primeira vez eu iria participar de uma prova extremamente importante pra mim e não estava pilhada, estava tranquila, por que havia me preparado pra ela, e meu intuito era apenas de terminar, e bem, correndo, sem andar e sem quebrar, afinal não conhecia essa Sra. distância, e dizem que a partir do km 30 que o bicho pega, mas como eu iria saber se só cheguei nos 30, pois é.

continua...